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domingo, 31 de janeiro de 2016

Administrando as suas emoções



Por: Maria de Jesus Machado Lima – Psicologa CRP:06/69459

Não escreveria algo que eu mesma não acreditasse. É dessa forma que conduzo as orientações para com aqueles que me procuram para uma orientação e acompanhamento terapêuticos.
No processo de autoconhecimento, o qual chamo de trabalho emocional, costumo dizer às pessoas que é possível sim mudar a maneira como a outra pessoa lhe trata, simplesmente transformando o  próprio comportamento. Porém, para manter o seu comportamento saudável e sob controle de suas emoções, você precisa resolver os seus problemas emocionais do passado. Quando duas pessoas iniciam uma relação, levam consigo toda a bagagem dos relacionamentos passados: mágoas, decepções e comportamentos defensivos, os quais eram usados para lidar com os sentimentos de rejeição. Se você não eliminar os problemas antigos, você terá constantemente de trabalhar para anular o seu instinto de agir de maneira disfuncional.

Eu estava escrevendo sobre sofrimento psíquico em crianças pequenas, e em seus pais. A ideia de escrever sobre relacionamento e suas emoções surgiram após uma conversa entre eu e uma grande amiga, Carla Presutti. Ela dizia o seguinte:
“É necessário parar de fazer de si mesmo vítima em tempo integral, pare de se comportar como ‘a (o) coitada(o)’, não repita aquela frase: você me maltrata. Tenha mais amor próprio. Ame-se mais porque aí sim você vai saber como administrar o que o outro tem para lhe oferecer. Quando você não se ama, você reage dessa maneira, mendigando atenção, sentindo-se ‘a(o) coitada(o)’.”

Então, na maioria das vezes a pessoa chega até o consultório em conflito sem saber como lidar com suas emoções. Iniciamos um trabalho que chamo de administrar as emoções.
É comum ouvir das pessoas em sofrimento a seguinte frase: “Vou desabafar, colocar tudo para fora porque nunca mais quero falar disso...”.
Não é bem assim, nós sempre pensamos que administrar emoções é o mesmo que ignorá-las, livrar-nos dela ou não nos deixar afetar por elas. Pelo contrário, administrar emoções, na verdade, significa passar por algum problema e encontrar soluções para que ele não se repita. Quando não lidamos com as nossas emoções, os problemas se repetem, seja em um relacionamento antigo, seja em um novo.

Veja bem, é normal ter muitas emoções, assim como é saudável experimentar vários sentimentos. Quando reprimimos, ignoramos ou evitamos nossos sentimentos, tornamo-nos vítimas ou controladoras no relacionamento. Como controladora, quero dizer aquela pessoa que prefere ignorar uma situação a enfrentá-la por medo do sofrimento. Como exemplo: se você nega estar magoada com o mau comportamento da pessoa com quem se relaciona, agindo como se isso não a afetasse, sem dizer a ela o que está sentindo, isso permite que o outro continue se comportando da mesma forma. Você tanto pode se comportar como vítima por permitir essa situação, ou agir como controladora(o), por ignorá-la, com isso evitando o enfrentamento do problema. As questões não resolvidas transformam-se em ressentimentos, nos mantém na defensiva e causam danos permanentes à nossa autoestima. A autoestima danificada também nos faz agir como vitimas, buscando a aprovação de alguém ou controlando outras pessoas para termos certeza de que ninguém nos magoará novamente.

Bom, e para finalizar, digo: não queira mudar ninguém, a maior transformação tem de ser em você, aprenda a controlar suas emoções, identifique a causa, esteja no controle de sua vida. Essa emoção - ou sensação - é impagável!
Desejo a todos aqueles que um dia se beneficiaram de nossos encontros que continuem no controle de suas emoções.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Cirurgia Bariátrica, pré e pós-operatório com Nutricionista, Psicóloga e Fonoaudióloga



A equipe Multidisciplinar, formada por nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos, é de fundamental importância para o bom resultado do tratamento, tanto no pré como no pós-operatório. De forma sucinta, a nutrição fornece orientações sobre a dieta para não ter complicações, a fonoaudiologia orienta sobre melhora na mastigação e deglutição e a psicologia busca conhecer os motivos que atrapalham o seu processo de emagrecimento. O foco é a mudança do comportamento, pois o que garante o emagrecimento é a geração de um comportamento alimentar magro e não apenas uma restrição alimentar temporária.

Por: Equipe Multidisciplinar Psicossoma.
Programa de avaliação e orientação pré e pós-cirurgia bariátrica.

Bianca Barone
Elda C. Fernandes E. Ayer
Fabiana Macedo Delvecchio
Karolina Garcia Bezerra de Carvalho
Maria de Jesus Machado Lima
Regiane Foroni Martins
Sonia Carnicelli Felipe da Silva