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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Relacionamento: Ciúmes



    Ciúmes segundo a Psicopatologia é uma reação frente a uma ameaça real ou imaginária, e visa eliminar os riscos da perda do ser amado. Também podemos entender o ciúme como uma emoção provinda da noção de que a pessoa amada desvia sua atenção para outro, o que coloca em risco nossa segurança afetiva. Em síntese, podemos definir ciúme como uma emoção que pode ir do ataque físico ao choro, como uma forma de desabafar. É uma emoção normal dependendo do contexto e da intensidade.

   Muitas vezes o ciúme surge por falta de confiança do parceiro. O fato de acreditarmos que o nosso parceiro não gosta de nós o suficiente, ou se suspeitamos que gosta de outra pessoa, mesmo quando não existem provas, tem origem na falta de confiança que o ciumento tem na outra pessoa, tenha esse pensamento provas ou não.

     A falta de confiança, talvez seja o motivo mais frequente, muito difícil de perceber e quase impossível de assumir. Muitas vezes camuflado com a falta de confiança no parceiro, quando na verdade é o ciumento que não tem confiança. Se alguém pensa que não tem valor, facilmente questiona as pessoas que lhe encontram esse valor. Aliás, quando uma pessoa acha-se má, sem valor, sem qualidades, um mau companheiro, irá necessariamente pensar que facilmente é possível encontrar melhor. Nesse caso, dificilmente se assume essa percepção desvalorizada, encobrindo-a com falsos argumentos.

     É importante referir que o ciúme é uma reação ao medo da perda, mas curiosamente os comportamentos e atitudes que resultam dessa reação podem contribuir significativamente para essa perda. Um ciumento é dependente ou faz o outro dependente de si, viola a privacidade e os limites da pessoa que não quer perder, ambiciona uma relação funcional com a outra pessoa, etc. Independentemente se o medo era de uma perda imaginária, provavelmente todos estes comportamentos originados pelo medo, irão provocar uma perda real.

Tatiana Pombo Perez
Psicóloga CRP: 06/109.924

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Neuropsicologia e o paciente com alzheimer



O Alzheimer é uma doença neurológica degenerativa, no qual o paciente perde função de neurônios conforme a evolução. O ideal é que ela seja diagnóstica no ínicio da doença, pois assim serão ministrados medicamentos que poderão retardar a evolução da doença, isso significa que a degeneração ocorrerá de uma forma mais lenta. 

A reabilitação cognitiva é a possibilidade de ajudar o paciente a viver melhor com suas limitações decorrentes da doença, tendo como finalidade recuperar o máximo possível de funções perdidas ou substituí-las por outras atividades igualmente gratificantes, podendo retardar a progressão da doença.

Algumas atividades são bastante utilizadas para pacientes com Alzheimer, como artesanato, pintura, quebra-cabeças, caça palavras, leitura, trabalhos manuais, jogos interativos, exercícios criativos, entre outros atividades. Isso não significa a cura para a doença, mas uma forma de melhorar a qualidade de vida e o convívio social destes pacientes.



Aline Gomes
Psicóloga CRP: 06/102412






Fonoaudiologia: Pensando em idosos



Pensando em idosos:
Quanto maiores os avanços na ciência, maior longevidade. Portanto, para melhor qualidade de vida, maiores esclarecimentos e conhecimentos.
A Fonoaudiologia, enquanto ciência, também presta sua contribuição alertando sobre possíveis sintomas indicativos de problemas fonoaudológicos nas pessoas idosas:


Alimentação:
sensação de alimento parado na garganta;
dificuldade para mastigar e engolir;
recusa de alimentos;
emagrecimento;
tosse e engasgos;

Voz:
rouquidão;
rebaixamento do tom de voz habitual;

Audição:
tontura, zumbido;
dificuldades para compreender os outros;
dificuldades para ouvir determinados sons;
incômodo com sons altos; 

Respiração:
infecções sucessivas de vias aéreas superiores;
cansaço para falar;

Linguagem:
dificuldades para articular determinadas palavras;
dificuldade em leitura e escrita;
omissão de participação em conversas;
dificuldades para nomear pessoas e objetos;

A observação e identificação desses sintomas, acompanhadas de ação imediata especializada será determinante na prevenção de problemas fonoaudiológicos maiores, comprometendo a qualidade de vida.
Consulte um Fonoaudiólogo para uma avaliação.

Elda Ayer
Fonoaudióloga - CRFª SP 1376
 


domingo, 25 de maio de 2014

A formação da identidade segundo Erik Erickson



 Erickson foi um dos responsáveis sobre a questão da identificação. Ele descreveu um modelo integrativo e epigenético para esclarecer como a nossa identidade é formada ao longo de toda a nossa vida. Para ele há oito etapas e aquisições psíquicas necessárias para que possamos nos conhecer:
  • 1 ano - confiança: é preciso quatro tipos de aprendizagem que a criança deve obter: regulação mútua entre a necessidade da criança e a resposta do adulto; sentimento de familiaridade; bem estar interior e acesso à alteridade.
  • 1-3  anos - autonomia: capacidade de se dar a si mesmo a sua própria lei (andar, falar) buscando um espaço pessoal.
  • 3-6 anos - iniciativa: movimento espontâneo do desejo que leva a pessoa a ousar.
  • 6 - 11 anos - realização: acreditar que pode aos poucos se servir dos objetos para poder agir no ambiente.
  • Adolescência - identidade: capacidade do indivìduo de saber quem ele é e consequentemente quem ele quer se tornar x confusão de identidade.
  • Jovens adultos - intimidade: capacidade de entrar realmente em uma relação com o outro e assim poder se sentir a vontade para deixar o outro entrar na nossa interioridade.
  • + ou - 25 anos - geratividade: capacidade de dar nascimento a alguém se sentindo responsável pelo outro.
  • A partir de 30 anos - integridade: capacidade de tentar por em ordem e dar sentido a quem ela é.

         A  busca da identidade é muito importante para nós. É ela que nos dá a base para nos impor, para estar em relação com o outro, e principalmente para saber quem nós realmente somos. Caso isso não aconteça com você ou até mesmo com o seu filho, procure um psicólogo, pois ele ajudará a descobrir quem nós somos.


Marcelli Freitas
Psicóloga - Psicopedagoga- Mestre em Psicologia do Desenvolvimento
CRP: 06/117371