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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Brigas entre irmãos. Eles se gostam e também se desentendem



As crianças, diferentes dos adultos, não tem controle sobre os seus sentimentos. Elas vivem os sentimentos de forma muito intensa e quando demonstram podem extrapolar as regras de bom comportamento e também de etiqueta. Colocam sua raiva para fora com mais facilidade e quando são provocadas, então...
 Os irmãos, na maior parte do tempo estão juntos, moram na mesma casa e alguns dividem o mesmo quarto. É difícil para eles terem tolerância, diplomacia e bom senso 24 horas por dia principalmente quando não há maturidade suficiente. Os motivos das brigas podem ser dos mais banais e também as que merecem mais atenção.
Penso que os pais devem posicionar-se de forma que as crianças percebam que são amadas na mesma medida evitando as queixas: “você gosta mais dele, dela...”.  Permitam que cada um conte a sua versão dos fatos, deixem que coloquem em palavras o que os aborrecem. É muito importante dizer sempre, que não se deve partir para uma briga todas as vezes que houver um desentendimento, que se pode resolver de outra maneira, afinal pensamos diferentes, queremos coisas diferentes, enfim somos pessoas com gostos diferentes e isso é normal. Não é bom permitir que agressões físicas surjam sem que se interfira. Bom senso, serenidade e jogo de cintura é necessário, pois, não há maturidade suficiente para resolverem fatos desagradáveis como pessoas adultas discutindo diferentes pontos de vista, quando na verdade as crianças pensam com maior objetividade, um simples safanão poderá surtir um efeito bem mais rápido.
É importante observarem com que frequência essas desavenças acontecem e qual sua intensidade, pois, quando a relação dos irmãos é tensa chegando ao extremo por causarem prejuízo físico ou emocional e causando mal–estar na convivência familiar, aí a intervenção de um profissional especializado é necessária, pois o limite já foi ultrapassado. O que prevalece é o bom senso. As brigas são comuns até certo ponto.

Maria de Jesus Machado Lima
Psicóloga CRP: 06/69459
Analista Junguiana e Psicossomatista

Família idealizada



A família continua sendo objeto de profundas idealizações, nos dias atuais, as influências pelas quais vem passando, tem tornado praticamente impossível que se possa aceitar a ideia de um único modelo “adequado” de família.
Das famílias nucleares, com pai, mãe e filhos, às famílias ampliadas que englobavam os parentes mais próximos, a família contemporânea comporta uma variedade de tipos de famílias que se diferenciam em muito.
Há famílias monoparentais em que apenas um dos pais é responsável pela chefia da família, famílias homoparentais formadas por casais homoafetivos e outras, além dos casos de separação e novos casamentos.
Assim, dentro dos referenciais sociais culturais de nossa época e de nossa sociedade, cada família terá uma versão de sua história, a qual dá significado à experiência vivida. No entanto trabalhar com famílias requer a abertura para uma escuta, a fim de localizar os pontos de vulnerabilidade, mas também os recursos disponíveis. Sendo que é importante se destacar que assim como o amor materno, a família ideal também se trata de uma ideologia e que precisa ser desnaturalizada.

Regiane Foroni Martins
Psicóloga Comportamental Cognitiva CRP: 06/109263

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Fissura labial



A 'Fissura Labial', também chamada de 'Lábio Leporino'  é uma malformação congênita que surge durante o desenvolvimento do embrião, e afeta  o lábio superior,  podendo atingir a gengiva, e, muitas vezes, o céu da boca, e, até a base do nariz (formando a 'Fenda Palatina).
Quando o bebe nasce com essa  malformação, tem dificuldade para mamar e sugar o seio materno.
Ha necessidade de intervenção de uma equipe multidisciplinar e, as cirurgias de reparação, dependendo do caso, já podem ser iniciadas a partir do sexto mês de vida.
Após tratamento pós-cirúrgico a criança pode ter possibilidades de vida normal, com acompanhamentos profissionais.
O Fonoaudiólogo vai intervir nas funções
 neurovegetativas: respiração, mastigação, deglutição e fala.
Existem centros especializados no atendimento dessas deformidades faciais. O maior deles fica em Bauru, interior de São Paulo.

Elda Ayer
Fonoaudióloga – CRFa. SP 1376

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Estresse

A Dra Marilda Emmanuel Novaes Lipp  et al (2007), define estresse como: ”uma reação que temos frente a algo, bom ou mau, que nos obrigue a fazer um esforço, maior do que o usual para nos adaptarmos ao que está acontecendo, seja no mundo lá fora, seja em nossa mente. Pode também ser definido como um estado de tensão mental e físico que produz um desequilíbrio no funcionamento global do ser humano e enfraquece seu sistema imunológico, deixando-o sujeito a infecções e doenças. O estresse resulta de uma interação entre a pessoa e o mundo em que ela vive, pois o modo como ela percebe e interpreta o seu ambiente é, muitas vezes, o fator preponderante para determinar a reação que ela terá.” Lipp et al (2007))
As quatro fases do estresse:
o    Fase de alerta: consiste em um processo positivo onde o indivíduo desprende grande quantidade de energia para realizar suas tarefas e lidar com emergências. Porém nesta fase o indivíduo pode apresentar irritabilidade, problemas de pele, sensibilidade excessiva, ansiedade, tensão muscular. Se o estressor desaparecer o indivíduo sai do estresse sem seqüelas, porém se o estressor permanece o indivíduo entra na fase de “resistência”.
o    Fase de resistência: significa que o indivíduo tentará resistir ao estresse e com isso surgem dois importantes sintomas, a perda de memória e muito cansaço. Se o indivíduo não consegue se livrar do estressor ele passa para a fase de “quase exaustão”,
o    Quase exaustão: fase em que nosso organismo começa a apresentar um colapso gradual, neste caso é preciso ajuda médica. Em alguns poucos casos, o indivíduo passa para a quarta fase que é a exaustão.
o    Exaustão: momento em que pode apresentar comorbidades mais graves, como depressão, doenças que afetem o sistema imunológico.
O estresse se configura através de sintomas que o indivíduo sente no corpo e na mente, isso ocorre quando a tensão vivida é muito grande. O corpo emite sinais quando a tensão está insustentável. São eles:
Dores musculares;
Mãos suadas ou frias;
Taquicardia;
Problemas de fundo endócrino (gastrite, úlcera, acidez no estômago);
Dificuldade de memória;
Cansaço continuo;
Sensação de desgaste sem motivo aparente.

Aline Gomes
Psicóloga – CRP: 06/102412