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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Intervenção Psicopedagógica na área da Matemática

Quando se pensa em propostas de intervenção psicopedagógica na área da Matemática, o profissional precisa se atentar para os componentes afetivos envolvidos no processo de aprendizagem relativos à essa ciência. Para uma aprendizagem efetiva é necessário que os conceitos fundamentais, isto é, o pensamento lógico-matemático se consolide e tais fatores afetivos – autoconceito, auto-eficácia e ansiedade – sejam utilizados positivamente como recursos motivacionais ao sucesso acadêmico e profissional do aluno.

Os constructos autoconceito e auto-eficácia são importantes mediadores para o desempenho na disciplina da Matemática. Eles funcionam de modo complementar para a motivação. 

O autoconceito matemático é a visão pela qual a pessoa tem de si, incluindo as atitudes, sentimentos e cognições acerca das capacidades e competências, formadas pela experiência direta e também através de avaliações de outras pessoas que são significativas.
Já a auto-eficácia está correlacionada à auto-regulação, isto é, a criança auto-regulada é mais ativa e direciona de modo eficaz e flexível seu próprio processo de aprendizagem.

No entanto, as constantes falhas na realização de determinada tarefa, levando ao rebaixamento da sua auto-eficácia e autoconceito matemático, podem levá-la a um quadro denominado Ansiedade Matemática, que se carcteriza pela aversão, pelo medo e pela impressão de dificuldade que as pessoas têm ao tentar resolver exercícios matemáticos. Além disso, há outros fatores causadores de ansiedade tais como as pressões impostas para se obter um bom desempenho, assim como a abstração exigida pela disciplina em determinados conteúdos e os estudantes não estarem preparados para tal.

Assim, o desenvolvimento de autoconceito e de crenças na auto-eficácia proporciona aos alunos o uso de estratégias mais eficazes frente às tarefas e avaliações matemática. Portanto, o profissional envolvido no processo de aprendizagem precisa estar atento aos fatores afetivos envolvidos com a disciplina da Matemática, de forma a motivar os alunos para o desejo de aprender e para que se sintam confiantes na própria capacidade, bem como gerenciar os sentimentos de ansiedade oriundos das dificuldades encontradas; utilizar também de estratégias de ensino, fugindo do método tradicional, de forma a contextualizar os conteúdos a ser aprendido. Além disso, importante o profissional se atentar para as relações e valores que o mesmo atribui à disciplina ou ao conteúdo. 


Júlia Mayumi Yamashiro
Psicóloga CRP 06 / 99288
Especialista em Psicopedagogia