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quinta-feira, 28 de março de 2013

A importância do brincar


Para começar... estou escrevendo para adultos, então quero falar sobre o enorme prazer que tenho em trabalhar com as crianças.
No meu trabalho com as crianças, procuro seguir as pistas que elas me dão e vou seguindo, respeitando o tempo que ela necessita para adquirir confiança em mim e nela própria, deixando-a livre, à vontade para escolher com o que quer brincar, de quê, se quer falar comigo, sem invadir a sua privacidade, deixando que ela perceba que o tempo é dela e que estou ali para apoiá-la, escutá-la e ajudá-la a sentir-se melhor.
É evidente que estou me referindo às crianças que já sabem falar e andar.
E como dar apoio às crianças que estão aprendendo a andar e a falar?
Então, em casa a família também deve seguir essas pistas com as crianças menores, ajudá-las a se comportarem com mais competência e confiança para o seu desenvolvimento feliz e saudável.  Precisa também acompanhar o que a criança está fazendo e ensinar com firmeza e sem violência, o que ela pode e o que não pode fazer.
Na fase entre 1 a 2 anos, já pode engatinhar e andar e se desloca pela casa toda, abaixa-se, sem cair, para pegar objetos no chão. Começa a identificar as partes do corpo e aprende a falar o nome delas. Ainda se comunica por gestos, abana a cabeça para dizer não, dá adeus, bate palminhas, fala pequenas frases, como “mama qué bola” ou “papá qué água” e etc. Esta Fase requer muitos cuidados. Por isso, a família deve estar perto da criança para que ela se sinta protegida ao aprender a andar.
A criança aprende a falar com as pessoas que falam com ela, repete o que ouve e, por isso, devemos falar corretamente as palavras. Além de falar, ela precisa conhecer, tocar, mexer, dançar, cantar, ouvir histórias (gosta de ouvir várias vezes as mesmas histórias). Essas atividades ajudam no seu aprendizado e desenvolvimento. No processo do desenvolvimento, a criança não apenas cresce, amadurece.
Ao brincar a criança desenvolve a atenção, imitação, memória, movimentação, equilíbrio e imaginação. Também constrói curiosidade, confiança e auto-estima, ou seja, brincar é sua principal atividade.
As crianças podem também brincar nas creches com as educadoras. Nessa fase, têm dificuldades em compartilhar os brinquedos e, por isso, é comum chorarem e morderem também. A criança já entende o que falam a ela, mas nem sempre obedece. Ela atende quando se interessa por fazer o que foi pedido. E quando contrariada chora e faz birra.
Em casa gostam de explorar os objetos que veem à sua frente, querem fazer as coisas sozinhas, inclusive o que não podem fazer, como subir e descer  de locais perigosos, colocar o dedo em tomadas elétricas, colocar na boca o que encontram pela casa e colocar sacos plásticos na cabeça.
É um privilégio falar e tratar das crianças além da paixão pelo meu oficio.
Para finalizar... a criança pensa “lembrando”, enquanto que o adulto lembra “pensando”.

Maria de J.M.Lima
Psicóloga CRP:06/69459

quarta-feira, 27 de março de 2013

Dependência Química e Sensação de Prazer



O desenvolvimento do processo de dependência química é singular em cada indivíduo. Esse processo se dá por meio de uma relação muito íntima e vivencial entre o indivíduo e a sensação de prazer que a substância lhe proporciona.
Acoplado a esse estilo de vida, muitas vezes existe a experiência de outros tipos de prazeres, como sexo desordenado, jogo ou comida. Buscar sensações de prazer é um impulso natural do ser humano. Nosso cérebro está programado para isso. Ele é extremamente sensível ao bem-estar, e não poderia ser diferente. Porém, o que é preocupante é o excesso.
Seríamos capazes de nos controlar diante do prazer?
Essa resposta não é tão simples. O fato é que deveríamos saber nos controlar, e nossa tendência é acreditar que temos muito mais controle do que a realidade é capaz de provar.
A palavra chave é autocontrole. Essa capacitação vital é fruto de um entendimento de quais seriam nossos limites. Mas, quando essa questão envolve a presença de um prazer intenso, ela se complica.
Diante de uma situação de prazer muito intensa, perceber quais são nossos limites não é algo fácil nem natural. Muitas vezes, temos certeza de que vamos saber a hora de parar, ou de que teremos o discernimento de buscar a tal fonte de prazer em um momento propício, que não atrapalhe o todo de nossa vida. Ou seja, estamos convictos de que saberemos administrar a presença desses prazeres, controlando a eventual presença de algum dano.
Então nos arriscamos e inserimos a atividade prazerosa em nossa rotina. Isso inclui beber algo relaxante após o expediente, fazer algumas apostas no bingo, comer aquela irresistível sobremesa após o almoça. A sensação é tão boa que se tende a repetir a dose, experimentando prazeres que passam a concorrer com outras atividades não tão intensas, como desfrutar de um bom papo, ir ao cinema, frequentar a academia, entre outros. 
As drogas são geralmente utilizadas por sua capacidade de proporcionar prazer. 
A incrível proliferação de comportamentos adictivos é prova disso. Diante de certos estímulos, algumas pessoas apresentam enorme dificuldade de autocontrole. Dentro desse grupo existem aquelas que absolutamente não se controlam quando expostas a certas sensações de prazer muito intensa.

Fabiana Delvecchio
CRP: 06/98961


quinta-feira, 21 de março de 2013

Linguagem Infantil


A linguagem infantilizada pode ser normal em outra idade, é o famoso tati-bi-ta-ti conservado, além do distúrbio da articulação, um distúrbio de fonação caracterizado pela voz chorada ou cantada.
É necessário o exame das condições do ouvido, da língua, dos lábios, do véu do palato e dos dentes.
Quando a criança tem nível mental no limite inferior da normalidade, ou pouco abaixo, são frequentes as dislalias, caracterizando dificuldades na aprendizagem.
A dislalia é uma dificuldade que as crianças (adultos também) podem apresentar na articulação das palavras, omitindo, substituindo ou trocando letras.
Os problemas emocionais que surgem, são via de regras decorrentes das atitudes familiares de superproteção ou de ansiedade. A criança que se infantiliza usando o “nhê nhê nhê” mostra um típico quadro emocional.
O tratamento fonoaudiológico é indicado em todos os casos de dislalias. O processo reeducativo obtém, nestes distúrbios, os melhores resultados. O tratamento fonoaudiologico deverá ser concomitante ao tratamento com outras áreas como médico, psicólogo, dentista e pedagógico.

Maria de J. M. Lima
CRP: 06/69459